domingo, 12 de julho de 2009

uma vontade que deu, passou e não voltou.

Ando sentindo falta das palavras, de ler coisas bonitas, de sonhar.
É chato quando você se acostuma, mas pior ainda quando aquilo te cansa. Existe aquele momento em que eu me pergunto "Por que estou lendo isso?" e nada mais faz sentido. Palavras bonitas não me atraem mais.

Eu não sinto mais aquela vontade de parar, ler, pensar, imaginar e viajar nelas. A urgência passou. Se não ler, não tem problema. Se ler, não escuto nem presto atenção.
Gostaria que minha vontade voltasse. Pelo menos, nos textos, eu poderia esquecer de tudo e de todos. Ficar comigo, me imaginar, me conhecer.

Lembro me que ficava horas a fio lendo todos esses autores românticos que de tudo sabiam, de que tudo explicavam, que de tudo vivenciaram. E eu me deixava levar. E até cheguei a escrever um post sobre isso. Hoje? Parece que aquela não era eu. Me levar nas palavras bonitas? Não mais. Simplesmente não tem mais um porquê acreditar. Aquilo nunca foi, não é e nunca será eu. São apenas palavras. Eu leio, acho bonito mas não me identifico mais.

Talvez seja pelo momento que estou na minha vida. Dividida. Como num poema barroco, cada pensamento me leva para um lado totalmente oposto um do outro. Talvez eu esteja só assustada ou talvez, mas muito talvez mesmo, eu tenha me entregado a esse cansaço que aparentemente veio para ficar.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

presságios de um futuro bom...

Hoje aconteceu algo curioso comigo.

Sabe, eu não tenho grandes planos para o futuro. Eu sei o que eu não quero: casar nem ter filhos. Se tudo der certo de acordo com minhas vontades, eu nem teria tempo, nem atenção nem paciência para dividir com outros. Casar talvez com meus 50 anos. Filhos? Sempre tem a opção de adoção. Essa sempre foi minha mentalidade, compartilhada em parte pelo meu irmão. Em outras palavras, nossa mãe está chateada. rsrsrs

Mas hoje estava eu em uma cabide experimentando roupas, quando experimentei um modelito totalmente diferente das roupas que eu uso. Uma roupa de mulher. Gostei, é claro. Me deu um ar sério, de responsável... de adulta. Mas depois que me olhei, fiquei parada, estática com mil pensamentos voando rapidamente em minha cabeça. Com aquela roupa, eu imaginei um futuro. A cena veio pronta e até me assustou, mas foi clara. Como se eu realmente estivesse lá.
Imaginei um marido me buscando no trabalho, imaginei uma casa, imaginei um grande quarto igualzinho a esses de filmes americanos. Pude ver claramente uma casa linda, silenciosa e iluminada. Me imaginei chegando ao enorme closet com mil roupas, sapatos e jóias. Imaginei toda a rotina onde o final era deitada ao lado do meu marido depois de um longo dia de trabalho.

Ai minha mãe chegou. Eu troquei de roupa e aquela cena rapidamente foi embora da minha cabeça e voltei a mim mesma. Mas só por ela ter surgido foi importante. Senti algo que eu não penso em realizar. Entretanto, não deixo de perceber: com toda aquela cena, fiquei com vontade de realiza-la.

O que será que o futuro está reservando para mim? Digo, daqui a uns quinze anos, mais ou menos. Posso não saber o que eu quero, mas tenho certeza do que não quero. E isso é perder minhas esperanças nos meus sonhos e projetos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

O começo de uma ilusão.

-"Eu estou apaixonado por você."
-"Está nada!"
-"Mas se eu estivesse?"
-"Mas voce não tá."


E assim começa a história dela. Depois eu conto para vocês como terminou.

domingo, 21 de junho de 2009

amor humor

Hoje acordei normal. Mas ao longo do tempo na internet fui ficando romântica. Já li mil e um textos e poemas dos mais variados assuntos. Mas são somente aqueles que falam do amor que me deixam com um sorriso nos lábios após a leitura.
Amor irmão, amor amigo, amor loucura, amor sincero.

E certamente fui atrás das músicas também. Mas prefiro os textos. Deixar a interpretação pelo seu eu, não pela entonação da voz alheia é mais emocionante. Músicas são ótimas e essenciais, é claro. Mas hoje eu estou para os textos. Estou para o meu imaginário. E músicas não me fazem pensar em mim, mas sim nas situações em que eu nunca sou a personagem principal. Então... leio palavras a esmo.
E nos filmes, eu não quis nem pesquisar. Filme romântico é sempre aquela baboseira que te deixa enjoada no final. Simplesmente porque eles não são sinceros... eles não acontecem. Os que falam de amizade são beeem mais interessantes, os que tocam nas feridas abertas resultantes da relação interfamiliar são filosóficos, diretos e verdadeiros. Mas os de casalzinho... écati. E na minha tevê só tinha "O dia depois de amanhã", que tem um romancezinho mela cueca.

Amor nos sonhos também não é legal. Ou você acorda antes do final tão esperado ou seu subconsciente detona você e te deixa de mau humor. Em outras palavras, você não teve um final feliz no sonho. E isso me faz acordar angustiada e sem rumo. Odeio sonhar.
Mesmo porque ou é carne podre ou dente caindo.

Mas, terminando a história... pretendo dormir de bom humor. Apesar do domingo de prova, do dia inteiro em casa engordando, da falta de bebida, das facadas nas costas, da alergia, DO FRIO [esse coooooooooomo eu ODEIO] e da falta de programa bom na tevê.
Mas claro que teve coisas boas também... como por exemplo os textos de amor.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

você já surtou hoje?

hoje eu surtei.
surtei como nunca antes. ainda escrevo esse post no estado do surto.

é uma vontade que dá de gritar, correr, rir, chorar, se perder, nadar, cair, voar e gritar de novo. gritar muuuuuuuuuuuito.

mas isso eu não faço né!? porque não estou a ponto da loucura. ainda.
mentira. eu não faço porque a sociedade me julgaria moralmente. se eu estivesse raios de distância de alguém, quem sabe!?
mas aqui, com minha familia e vizinhos fofoqueiros, no mínimo iria levar esporro e olhares curiosos o resto da semana. e nesse final de semana tenho que estar prontíssima e preparadíssima pois domingo é o dia mais importante da minha vida.
domingo eu começo a trilhar meu destino. se ficarei aqui ou se irei. se ganho ou se perco.

mas daqui a duas semanas eu sumo.
e na volta será como se nada tivesse acontecido. mas até lá.. eu vou surtando.

aiiin que vontade de chorar, e gritar, e rir, e correr, e me perder, e não me encontrar.

tá chegando...

provas, provas, provas.
com um medo danado. muito medo MESMO.

tudo depende do agora. e desse ano não passa.

por favor, rezem por mim!

domingo, 14 de junho de 2009

uma pequena homenagem...

Não liga, moço.
Vai passar.
Todo esse desgosto vai embora,
Pra dar lugar ao pior.
Não adianta!
Cada passo dado é um nó
Que te afasta do que é bem.
Eu?
Perdi meus ideais por essa estrada.
Não tenho nada, nem ninguém pra lamentar.
Se luto, é pra encontrar o fim.
O fim desse vazio que me tomou,
Do todo/nada que se infiltrou em meu ser.
Não adianta, moço.
Você também vai perceber:
A batalha contra o cotidiano é injusta.
E, assim: de repente,
Estará preso na realidade individualista de tudo que é gente.
A vida se tornou isso:
Ou você entra no jogo,
Ou você entra no jogo.
Não há espaço para o tal “vir a ser”.
É estereótipo, é máquina, é classe, é divisão, é pouco poder.
Não se iluda, moço.
O jogo já foi moldado,
E você também veio pra perder.

[Carol Barbosa]